Já foi o tempo que
o rock era não só escutado, mas pesquisado, pessoas como Paulo Ricardo, Nelson
Motta e outros escreviam, comentavam como Nelson Motta comenta até hoje. A
turma antigamente se reunia, trocavam páginas de revistas, fotos, broches,
revistas importadas. Quando alguém conseguia essas revistas, a notícia se espalhava
no meio da turma e cada um ia procurar o material da sua banda favorita. A
turma sabia de cor a formação não só das bandas que eles curtiam como também
das outras bandas, os melhores músicos, os discos de vinil eram tratados com o
maior carinho e quando caíam saía um “poooooooorrrra” bem grande e iam ver logo
se tinha causado algum arranhão. Eu já cheguei a pegar um taxi antes que a loja
fechasse para comprar um lançamento de vinil. A galera se reunia aqui em Maceió
na Praça Deodoro e entre vários goles e tragos discutiam de uma forma sadia,
sem brigas, sem xingamentos, quem era o melhor guitarrista, baixista,
baterista, vocalista, tecladista e até a melhor capa de disco. Hoje uma
galerinha usa as camisas e sequer sabem da formação atual ou história da banda,
virou moda usar camisas de rock para passar a ideia de que é esperto, de que
não está por fora, quando na verdade estão, se perguntar a algum deles se Bob
Dylan é norte-americano ou inglês, alguns vão errar, outros vão chutar um
palpite e aí cabe o bordão do Boris Casoy: Isso é uma vergonha! Rock sendo
tratado como modismo, punks de shoppings, roqueiros da geração Malhação . Vou
parar por aqui, estou ficando enjoado e com vontade de vomitar: ARRRRRGGGHHHHH!
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